terça-feira, 29 de março de 2011

HISTÓRIA DA CRISE OU CRISE COM ESTÓRIAS!

* Era uma vez (é assim que começam as histórias de encantar) uma família constituida pelos pais e os seus seis filhos que eram, a Rita com dezasseis (16) anos, o João com catorze (14), o Rodrigo com 12 (doze), a Joana com nove (9), o Gonçalo com sete (7) e a Beatriz com dois (2). 
* Com eles viviam ainda os avós paternos, Manuel e a Rosa. Esta família tinha um grave problema, eram muito pobres e viviam numa barraca muito suja e sem quaisquer condições de habitabilidade. Eram, contudo, pessoas muito honestas e todos viviam para a família. Os pais e os avós eram iletrados, sendo que os filhos mais velhos não tinham passado do ensino básico.
* Certo dia os avós repararam que não tinham comida para dar aos netos e ficaram desesperados porque todos estavam já a ficar cheios de fome, principalmente os mais novos. Então resolveram chamá-los a todos, para explicarem a situação horrível por que estavam a passar.
* Temos entre mãos um problema que toca a todos nós e por isso todos teremos que nos esforçar.
* Sim, sim, papás e vovós!
* Vocês ficam a saber que, infelizmente, o pai e a mãe estavam desempregados e ficaram agora sem o respetivo subsídio, não tendo dinheiro para comprar o que vocês querem, nem tão pouco comida.
* Sim, mas pai, mas diz...ripostou o traquina Gonçalo na inocência dos seus sete anitos...
* Eu e a vossa mãe reparamos que ficamos sem comida cá em casa...
* Então, vamos todos morrer de fome...continuou o Gonçalo!
* Não, claro que não, pois eu e a mãe não vamos deixar que isso aconteça, pois vocês são toda a felicidade que nos resta e a força da nossa vida! E como tal nenhuma adversidade, por mais forte que seja, nos irá separar. Perceberam?
* Sim, pai! Mas o que vamos fazer para nós arranjarmos comida para nos alimentarmos a todos? Questionou agora o João?
* Ainda não sei! O Estado já não nos apoia, nós não conseguimos arranjar trabalho por causa da nossa idade; mas algo de hã-de arranjar, nem que alguns de vós tenham de ir trabalhar e nós vamos mendigar para junto da Igreja de Nossa Senhora da Esperança (pois esta é sempre a última a morrer...)

É fição...mas diz respeito à triste realidade dos dias que correm e que não saberemos quando terminarão!   



Escrito em Gondomar, por "texasselvagem"

segunda-feira, 28 de março de 2011

O TELEFONE!

* Marshall McLuhan escreveu que o telefone exige uma participação completa da pessoa. Para comprender é preciso captar sons muito baixos, os matizes da voz, do tom.  Só assim se pode intuir o estado de espírito do interlocutor, comprender as suas intemções. Ao telefone temos de desenvolver em nõs um pouco um pouco as virtudes dos cegos, que aprenden a realidade sem a verem.   
* A maioria das pessoas prefere encontrar-se fisicamente; sobretudo quando, desse encontro, depende um acordo económico ou está em jogo o amor. A presença física oferece-nos muitíssimos elementos com os quais reconstruir a atitude interior ou as atitudes do outro; acima de tudo o resto. Se sorri, se os seus olhos estão como que ausentes, aborrecidos ou lançando faíscas. Às vezes basta um movimento dos músculos faciais ou  uma expressão de surpresa. Depois, sim, está o corpo. O modo como o outro está sentado...se está descontraido...calmo, ou então contraido como que prestes a levantar-se...inquieto...agitado...se cruza as pernas, se se levanta.
* Ao telefone não podemos ver essas coisas. Da mesma forma que não podemos ver se fuma e de que modo o faz; se segura no cigarro com os dedos suavemente, se o faz nervosamente e sacudindo constantemente a cinza. Não se pode ver a sua roupa, nem sequer se está vestido ou de que modo, se elegante ou descuidamente.
* Mas ao telefone pode-se colher informações que, às vezes, se perdem por entre a grande riqueza dos estímulos de um encontro direto. É como se o outro estivesse concentrado num único ponto, como um escultor. Tome-se, como exemplo, o esgrimista que se, se distrair por uns instantes, se deixar que um pensamento lhe passe pela cabeça, é tocado. A pessoa que não tem interesse no que lhe dizemos, consegue de uma certa forma dissimulá-lo num encontro frente a frente. Ao telefone, ao contrário, a sua capacidade de concentração diminui automaticamente...perde uma palavra, a seguir uma frase...É obrigado a pedir uma coisa que já tinha sido pedida ou então faz uma observação que nada tem a haver com o discurso presente.
* Ao telefone, além disso, é difícil exprimir emoções que não se sentem, por exemplo, as condolências. Indo pessoalmente a um funeral, basta ter os olhos baixos, murmurar umas palavras, fazer um gesto convencional. Por outro lado, a emoção coletiva transmite-se facilmente, fazendo participar mesmo que estivéssemos indiferentes. Ao invés, ao telefone, no diálogo solitário "tu a tu" , no silêncio absoluto do microfone, só quem está sinceramente emocionado é que sabe o que dizer. As vibrações da sua voz...as pausas...até a respiração. falam por ele.
* Ao telefone a bondade de espírito revela-se facilmente. Mesmo que, a princípio, a pessoa generosa seja apanhada de surpresa, não se sinta bem ou até esteja aborrecida, de imediato a sua voz se torna milagrosamente suave. Não consegue fazer prevalecer os seus interesses. Pede desculpa por não poder responder ou por não poder ajudar. Comprende-se que gostaria de ajudar mas que não tem hipótese de o fazer.
* O metediço e o sôfrego, por contrário, quando estão ao telefone, diga-se o que se disser, continuam no seu caminho, completamente indiferentes aos nossos problemas...insistem...se se disser que não temos tempo, pedem desculpa e recomeçam a falar, a pedir, ignorando todas as nossas reações: a pressa, o mal-estar, o embaraço, a ânsia, a ira. São implacáveis, ao contrário dos generosos, que interrompem logo para não incomodarem mais.
* Todos nós já tivemos este tipo de experiências e sabemos que é possível analisar as pessoas falando com elas, pelo telefone. É-nos mais difícil acreditar que também seja possível prognosticar da mesma forma as empresas; valorizar o seu estado de saude, se são eficientes ou não, se prosperam ou vão por água abaixo.
* O primeiro contato acontece através do P.B.X. Numa empresa que está sólida, que pretende ter lucros, um telefonema é uma oportunidade para fazer um bom negócio. Quem telefona pode ser um cliente, por isso é sempre bem-vindo. A eficiência exprime-se logo no tom da voz, na atenção que lhe é dedicada. Quem atende numa empresa eficiente transmite, mesmo que não seja percetível aos outros, que está contente com o seu desempenho e que quer prestar um ótimo trabalho.
* O telefone transmite com a mesma rapidez e fidelidade o descontentamento, lo aborrecimento, o desinteresse; muitas das vezes, ao primeiro contato com o P.B.X. sentimo-nos de imediato repelidos. A voz do outro lado é aborrecida, irritante; dando a engtender que trabalha contra-vontade, que somos uns maçadores; sobretudo nas REPARTIÇÕES PÚBLICAS (o sublinhado é meu) há com frequência arrogância. Quanto mais o utente é fraco e necessitado, mais o outro se sente superior. Não responde...ofende! Noutros casos ouvem-se várias vozes - as pessoas do P.B.X., da portaria, do escritório falam entre si. O telefonema perturba-as...resmungam qualquer coisa e depois mandam-nos esperar...esperar...e s p e r a r. Ninguém volta a preocupar-se conosco.
* A empresa inmeficaz reconhece-se também porque não tem memória; pode-se telefonar cem vezes à mesma pessoa...ao diretor-geral...ao presidente e sempre perguntam quem somos e o que queremos. É como se respondessem cem diferentes pessoas sem qualquer relação entre si. Quando o marasmo empresarial é gravíssimo ninguém sabe nada. Nem tão pouco as secretárias pessoais dos mais altos dirigentes que, em geral, aprendem de cor os nomes dos clientes mais importantes, os reconhecem imediatamente pela voz. 
* Passando um por um, em todos os gabinetes é possível, através do telefone, diagnosticar o seu funcionamento, avaliar o moral, o nível de disposição de quem nele trabalha; o espírito de coperação, o grau de informação acerca dos pronblemas e a capacidade de tomar soluções.

Texto: Francesco Alberoni, in "O Otimismo", Bertrand Editora (2ª edição-1995)
Adaptação e Compilação: "texasselvagem", em Gondomar. 

A DESPEDIDA - NÃO É UM ADEUS DEFINITIVO...

* PRECISO DE TEMPO...
* VOU SAIR PELO MUNDO...
* VOU VIAJAR...ESTUDAR...
* VOU CURAR AS FERIDAS DA ALMA...
* E TAMBÉM AS DO CORAÇÃO!


* VOU ANALISAR O MUNDO E OS ASTROS...
* MAS LEVO VOCÊS TODOS NO CORAÇÃO...
* VOU DEIXAR A PORTA ABERTA PARA QUEM QUISER...
* VISITAR-ME E DEIXAR SEU RECADO...
* ONDE QUER QUEM EU ESTEJA...
* SEMPRE QUE DER PASSAREI PARA VOS VISITAR!


* SOU ERRANTE...VIAJANTE NO TEMPO...
* EU SOU COMO O VENTO...
* APENAS EU PASSO...
* SE SENTIRES UM LEVE AROMA DE JASMIM...
* SEREI EU QUE ESTAREI CHEGANDO...
* PARA MATAR A MINHA SAUDADE...
* DOS AMIGOS QUE AQUI DEIXEI!


* VOU PASSAR NA ARGENTINA...
* VOU DANÇAR UM TANGO DE GARDEL...
* VOU LEVAR MEU VIOLINO...
* VOU RIMAR MEUS VERSOS...
* VOU OUVIR MEU CORAÇÃO...
* VOU APRECIAR A NATUREZA...
* VOU OBSERVAR O COLORIDO DAS FLORES...
* VOU MELHORAR MEU VISUAL...
* VOU AOS ANJOS AGRADECER!


* NÃO É UM ADEUS...APENAS UMA PARTIDA...
* NA VIDA PRECISAMOS INOVAR CAMINHOS...
* E EU SOU APENAS UM APRENDIZ...
* LEVO UM POUQUINHO DE VOCÊS TODOS...
* E DEIXO A SAUDADE DE MEU CORAÇÃO...
* FIQUEM COM A FÉ...
* FIQUEM COM DEUS...
* EM ALGUM LUGAR ESTAREI TORCENDO POR TODOS VÓS...
* DEIXO-VOS A TODOS COM UM ATÉ BREVE!


Texto adapatado de "Amística" de Vânia Staggemeier,
por "texasselvagem", em Gondomar.

GRANDE DERBY......

(CHEFIAS VS FUNCIONÁRIOS)

* Quando ele não acaba o seu trabalho - é preguiçoso;
* Quando eu não acabo o meu trabalho - estou muito ocupado!

* Quando ele fala de alguém  - é maledicência;
* Quando eu falo de alguém - é crítica construtiva!

* Quando ele mantem o seu ponto de vista - é teimoso;
* Quando eu mantenho o meu ponto de vista - sou firme!

* Quando ele não me fala - é uma afronta;
* Quando eu não lhe falo - é um simples esquecimento!

* Quando ele demora muito tempo a fazer qualquer coisa - é lento;
* Quando eu demoro muito tempo a fazer qualquer coisa - sou cuidadoso!

* Quando ele é amável - é porque tem segunda intenção;
* Quando eu sou amável - é porque sou virtuoso!

* Quando ele vê os dois aspetos de uma questão - é oportunista;
* Quando eu vejo os dois aspetos de uma questão - sou largo de espírito!

* Quando ele é rápido a fazer qualquer coisa - é descuidado;
* Quando eu sou rápido a fazer qualquer coisa - sou hábil!

* Quando ele faz qualquer coisa sem lha pedirem - mete-se naquilo que não devia;
* Quando eu faço qualquer coisa, sem ma pedirem - tenho iniciativa!

* Quando ele defende os seus direitos - é mau feitio;
* Quando eu defendo os meus direitos - tenho caráter!

SIM, SIM É MUITO ESTRANHO...MAS É A REALIDADE.



Texto: Y. BLONDER, in "Boletim de Informação do Canadá"
Adaptação: "texasselvagem" em Gondomar.   

terça-feira, 15 de março de 2011

C O L A B O R A Ç Ã O

* Uma ínfima minoria se apercebe do significado grandioso desta palavra. Aliás, e na minha  modesta opinião, penso ser esta uma das essências da sociedade. Senão - e por via de dúvidas - imagine-se viver num mundo (se quiserem numa sociedade) onde esta seja uma palavra vã.

a) - A criança necessita que os pais COLABOREM na sua vida;
b) - Os idosos precisam da COLABORAÇÃO dos mais novos para que possam ser auxiliados;
c) - Os enfermos carecem da COLABORAÇÃO da classe médica para que os seus males sejam minorados ou curados;
d) - Por sua vez os médicos precisam da COLABORAÇÃO dos metodólogos para que os seus conhecimentos sejam cada vez mais aperfeiçoados;
e) - Os grandes empresários necessitam da COLABORAÇÃO dos seus funcionários para que possam progredir;
f) - Os operários precisam da COLABORAÇÃO dos seus superiores para que estes os orientem na melhor forma de sempenharem as suas funções;
g) - O governo precisa da COLABORAÇÃO de todos os cidadãos para que o pais progrida e se torne cada vez mais autosuficiente;
h) - Os cidadãos carecem da COLABORAÇÃO dos seus governantes para que cada um consiga satosfazer, cada vez melhor, as necessidades vitais;
i) - Os animais prestam a sua COLABORAÇÃO à classe médica para o desenvolvimento da medicina (vejam os exemplos dos símios, dos ratos e outros);
j) - O Homem precisa da COLABORAÇÃO dos animais para ter garantido o seu sustento;  
k) - Todos precisamos da COLABORAÇÃO de DEUS pois foi à figura DELE que fomos criados (gerados);
l) - ELE jná não precisa de nenhuma COLABORAÇÃO, pois é um supercolaborante com toda a humanidade.

* Estas toscas palavras saíram de uma mente que ainda necessita de alguma COLABORAÇÃO, para que ela recupere e torne a ser a mente de alguém que pugna por impôr justiça, lealdade, amizade e sobretudo AMOR entre os povos de toda a humanidade, sem qualquer destrinça entre religiões ou cores (pois todos somos diferentes...mas todos somos iguais).



Escrito em Gondomar, por texasselvagem         

segunda-feira, 14 de março de 2011

DESLIZES...PORMENORES INFELIZES!

* Por motivo de uma inquietação, aliada a um estado depressivo e estressante que tem vindo a causar alguns transtornos a nível familiar e até profissional, este vosso amigo - permitam-me chamar-vos assim - teve de alterar alguns hábitos que já faziam parte da rotina. Comecemos pelo mais importante; quem me conhece a nível profissional, sabe que sempre fiz atendimento ao público. Mudavam as chefias, mudei de seção e de serviço, mas continuei sempre naquelas funções (e já lá vão cerca de trinta anos de fisco). Sentia-me realizado e satisfeito, quanto bastasse, para quer continuar...
* Dava-me a possibilidade de tomar contato com situações que de outro modo não seriam conhecidas! Quem se dirige a um balcão de uma repartição (agora serviço) de finanças, não vai buscar rebuçados...muito pelo contrário, vem, a contragosto, porque é obrigado!
* Algumas dessas situações motivaram algumas quebras psíquicas e revolta pessoal dada a minha impotência para sanar as dificuldades (e estas existem e não serão tão poucas como nos pretendem fazer mostrar). 
* Perdoem-me, agora, alguns termos mais ténicos, mas ainda assim de fácil comprensão. Um agregado familiar composto por marido e esposa, sendo que só ele contribuia para o sustento da casa; pois ela tinha a profissão mais nobre - mas sem qualquer remuneração - que é a de dona-de-casa. E eis que surge uma doença incapacitante para o trabalho...(medicamentos, exames, taxas moderadoras) e vai-se a totalidade do "dinheirinho" que provinha da baixa médica. Mas a doença agrava-se, prolonga-se a agonia e o fim (inglório) surge. Acabam-se as fontes de subsistência, aparece a esmola da pensão de sobrevivência, mas existe património (que riqueza...), uma casa com cem anos, herdada dos avoengos e a necessitar de obras urgentemente  que paga de imposto à sociedade (todos nós) um valor que é bem superior à reforma de viuvez!
* Coitada, além de perder o marido, perdeu a base do seu sustento e ainda terá de continuar a pagar a contribuição da casa (casebre) pois...a foice encontra-se sob a sua cabeça...Não pagas, penhora-se...A casa não chega? Penhore-se a reforma!
* No preciso momento em que estou a "gatafunhar" estes rabiscos, estou de lágrimas nos olhos, com um "Victan" engolido há cerca de trinta minutos e antidepressivo tomado ao pequeno almoço, ao almoço e ao jantar, como habitualmente. 
* Penso que a verdadeira cura para todas as minhas maleitas foi ter feito (e fazer) parte de uma "corja", que de solidariedade social terá muito pouco (melhor nada...) E há para aí quem apregoe aos cinco cantos que estamos inseridos numa sociedade justa (em quê? Só se fôr para a diminuição do inteleto humano!)
* Como não consigo exprimir, oralmente, tudo o que me apoquenta (definitivamente fui parar à profissão errada), aqui fica, para para todos os meus amigos, com uma dedicatória especial aos ilustres JOÃO MARIA RIBEIRO DA SILVA, LUÍS MIGUEL MEIRELES e DAVID FARINHA PARELHO...e não me alongo mais, para não cansar os possíveis leitores/críticos, a quem apresento um sincero BEM-HAJAM (à boa maneira beirã) por toda a paciência!    


Escrito em Gondomar, por "texasselvagem".

sexta-feira, 4 de março de 2011

BIBLIOTECA PÚBLICA MUNICIPAL DO PORTO

* Está localizada no início da Rua Dom João IV, frente ao Jardom de São Lázaro, freguesia do Bonfim, mas tem acessos também pela Avenida Rodrigues de Freitas e Rua do Morgado de Mateus.
* Foi instituida no dia 09 de Julho de 1833, por decreto assinado nos paços reais do Porto por Dom Pedro, duque de Bragança e referendado por Cândido José Xavier, ministro secretário de Estado por negócios do Reino. A criação da biblioteca teve por objetivo, expressamente declado, solenizar o aniversário da cidade. O nome dado foi "REAL BIBLIOTHECA PÚBLICA DA CIDADE DO PORTO".
* A biblioteca foi inicialmente instalada, em 1841, no Hospício dos Franciscanos, situado na Praça da Cordoaria, e em 1842 foi definitivamente instalada na casa que servia de Hospício aos Religiosos de Santo António de Val-da-Piedade - CONVENTO DE SANTO ANTÓNIO DA CIDADE -junto ao Jardim de São Lázaro. Os cargos seriam de nomeação da câmara, execeto o cargo de bibliotecário, cuja nomeação teria de ser feita pelo governo. Sendo que o primeiro foi nomeado pelo Ministro Inspetor, e o segundo pelo tríplice enviado pela câmara. O primeiro fundo bibliográfico do novo estabelecimento cultural foi constituido principalmente pelas livrarias dos conventos abandonados e pela do prelado da diocese, Dom João de Magalhães e Avelar. É uma biblioteca considerada, por nacionais e estrangeiros, como a mais numerosa e rica livraria  particular que existia em Portugal.
Segundo Alexandre Herculano (de Carvalho Araujo), ela constava de 36000 (trinta e seis mil) volumes, além de 300 (trezentos) códices manuscritos. Devido a uma questão de herdeiros do prelado que perdurou por vários anos, o governo teve ainda que pagar uma quantia que na época foi de 24.000$000 reais. Os primeiros catálogos  que a biblioteca possuia foram de dezasseis volumes manuscristos que naquela época prestavam excelentes serviços.
* Em 1842 a biblioteca constava já com 24.256 obras, em 47.322 volumes, pelo que diz o respetivo catálogo. Além, deste acervo, havia gtambém 50.000 volumes, entre os quais 4.200 tinham vindo dos conventos extintos de Vila do Conde e imediações. Foi nessa época que apareceram os primeiros catálogos impressos da Biblioteca do Porto. Encontra-se no prelo um catálogo descritivo, analítico e comentado dos Manuscristos Ultramarinos da Biblioteca Pública Municipal do Porto e organizado para aquele certame pelo Gabinete de História da Câmara Municipal desta cidade.
* A coleção de manuscristos raros desta biblioteca enriqueceu em 1877 pelo legado do Conde de Azevedo. Esta biblioteca foi transformada em municipal, por determinação da carta de Lei de 27 de Janeiro de 1876, promulgada por Dom Luis I, e referendada pelo Ministro do Reino António Rodrigues Sampaio, tendo como presidente da edilidade Francisco Pinto Bessa.


Texto extraído da wikipédia livre;
compilado por "texasselvagem" em Gondomar.  

quinta-feira, 3 de março de 2011

EFEMÉRIDES DO DIA 04 DE MARÇO

NASCIMENTOS

1. - INFANTE DOM HENRIQUE (1394-1460), o Navegador, nasce no Porto;
2. - ANTÓNIO VIVALDI (1678-1741), compositor italiano;
3. - TANCREDO NEVES (1910-1985), político brasileiro;
4. - INESITA BARROSO (1925-  ), cantora brasileira;
5. - JAMES "JIMMY" CLARK (1936-1968), piloto escocês de Fórmula 1
6. - ANTONIO JOAQUIM TEIXEIRA DA SILVA (1957-   ), português, funcionário das Finanças.
  

FALECIMENTOS

1. - ANCANGELO CRIVELLI, compositor italiano (1617);
2. - JEAN-FRANÇOIS CHAMPOLLION, egitólogo francês (1832), com 42 anos;
3. - NICOLAS GOGOL, compositor russo (1852);
4. - CELLY CAMPELLO, cantora brasileira (2003); 
5. - FIALHO DE ALMEIDA, escritor português (1911), com 54 anos;
6. - PEDRO HOMEM DE MELLO, escritor português (1984), com 79 anos;
7. - CLAUDE NOUGARO, cantor e poeta francês (2004), com 74 anos;
8. - JOSÉ MATOS MAIA, jornalista e radialista (2005), com 73 anos;
9. - HENRY TROYAT, escritor francês de origem russa, com 95 anos;


ACONTECIMENTOS

1. - 1777, Dona Maria I demite o marquês de Pombal e afasta-o de Lisboa;
2. -1809, Invasões Francesas. As tropas portuguesas impõem a retirada do general Soult,     no  Rio Minho;
3. - 1811, termina a terceira invasão francesa, com a retirada do general Massena;
4. - 1852, Almeida Garrett toma posse como Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros no governo do Duque de Saldanha;
5. - 1859, os deputados portugueses José Estevão e Vicente Ferrer apresentam a moção "laica" para impedir influências e demasias de quaisquer espécies religiosas;
6. - 1861, o advogado norte-americano Abraham Lincoln é investido como 16º presidente dos USA;
7. -1869, nasce Eugénio de Castro, poeta e professor, pioneiro do simbolismo;
8. -1917, Grande Guerra 1914/1918. O exército alemão começa a retirada da frente ocidental;
9. - 1931 a)-O Diário do nGoverno publica o regime de condicionamento das indústrias, aprovado em Fevereiro; b)-Pato entre o vice-rei britânico Lord Irwin e o líder indiano Mahatma Gandhi parab a libertação de presos políticos, na India;
10. - 1933 a)-O democrata Franklin D, Roosevelt inicia o primeiro dos quatro mandatos como presidente dos USA. b)-Francis Perkins, a primeira mulher no governo dos USA aceita a pasta do Trabalho, quando há 13 milhões de americanos desempregados;
11. - 1948 Começa o julgamento dos membros da comissão central do MUD Juvenil, pela ditadura do Estado Novo;
12. - 1965, a Síria nacionaliza a produção e a estração de petróleo;
13. - 1972, a Síria  nacionaliza as companhias petrolíferas a operar no país;
14. - 1979, o Papa João Paulo II publica a primeira encílica do pontificado;
15. - 1992, O tribunal administrativo da Argélia ilegaliza a Frente Islâmica de Salvação;
16. - 1996, Mário Soares, no fim do segundo mandato presidencial recebe o "Grande Colar da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (a mais alta condecoração do país);
17. - 1999, Xanana Gusmão, histórico dirigente  da Fretilin, preso na capital da Indonésia, afirma que os timorenses querem a transição pacífica para a autodeterminação;
18. - 2001, cai o tabuleiro da Ponte Hintze Ribeiro, que liga Entre-os-Rios (Penafiel) a Castelo de Paiva, provocando a morte de 59 pessoas;
19. - 2005, José Sócrates apresenta a constituição do XVII Governo Constitucional;
20. - 2006, Última saída do paós do presidente Jorge Sampaio, numa viagem a Argélia, para homenagear o ex-presidente Manuel Teixeira Gomes, que morreu no exílio, em Bougie;
21. - 2006, O filme sueco "Frostbitten", de Anders Banke vence o Grande Prémio do Fantasporto;
22. - 2007, Tropas australianas atacam, às primeiras horas da nadrugada, posições do major rebelde Alfredo Reinado, em  Same, sul de Timor-Leste, provocando quatro mortos e dois feridos entre os revoltosos;
23. - O cineasta português HUGO VIEIRA DA SILVA é eleito o melhor realizador do Festival de Cinema Contemporâneo da cidade do México, com o filme "Body Rice";
24. - Este é o sexagésimo quarto dia do ano, pelo que faltam 302 dias para o final.


PENSAMENTO DO DIA: "uma casa dividida contra si mesma, não se mantem de pé. Assim é esta nação, com metade do seu povo livre e a outra escrava." Abraham Lincoln (1809-1865), 16º. presidente dos USA. 
                                                                             

CONTRAPROVAS!

* "As armas e os barões assinalados...", disse o poeta; eu que apenas sou um aprendiz de escrita (ou um recruta) digo que felizes são aqueles que conseguem enfrentar as agruras diárias, as crises quotidianas, os sacrifícios constantes que nos obrigam a andar cabisbaixos.
* Claro que o ânimo ajuda (e como o código postal) é meio caminho para a felicidade...Mas, o que nos interessa viver numa sociedade em decadência, em que não há perspetivas de futuro para a nossa juventude, que por esse fato, começa a enveredar por caminhos menos dignos e demasiadamente sinuosos...
* O que dizer de após quase trinta anos de trabalho dedicado e esforçado não se ser reconhecido e nem sequer encarar alguma hipótese de promoção ou, simplesmente de estabilidade. Dará isto, qualquer alegria?
* Sou demasiadamente complicado a nível neurológico para aceitar estas "sacanices" com um sorriso de bochecha a bochecha.
* Cada vez mais, chego à conclusão que se me torna impossível estas "regras" impostas...sabe-se lá por quem. Não sei...tenho tido grandes lutas, tenho vencido algumas escaramuças, mas sinto-me impotente para empunhar a espada e enfrentar toda a "porcaria" que mentes iluminadas (que não sãs) fazem sem descriminação de direitos adquiridos e reais.
* Desisto...Irei continuar a ser o que sou e como sou, até que o coração sangre (pois ele não dói), mas terá de ser a sociedade a culpada...porque a cobardia não aparece ao fim de cinquenta e tais anos de vida.
* Não tenham pena de mim, mas de todos aqueles que a irão ter por mim...Acreditem que isto não é puro egoísmo, mas sim sofrimento de alma...
* Para o futuro...de todos os que pretendem ser meus amigos e me derem a honra de compartilhar os meus desafabos.  



Escrito em Gondomar, por "texasselvagem"

A MINHA INFÂNCIA OU CRIANCICES DE ALGUÉM SUPER-PROTEGIDO!

* Como nasci, fruto de uma gravidez de risco, uma vez que os meus progenitores tinham 43 e 41 anos de idade e sendo "menino Lucas" (entenda-se filho único), fui criado num ambiente nada propricio ao desenvolvimento normal e inteletual de uma criança. Uma coisa é certa, sou pai de dois filhos (um casal) e não lhes ministrei a educação que me deram a mim e, que hoje, adulto, considero que foi uma forma de atrofiamento. 
* Pois bem, por essa altura (ano de 1957) ainda havia a avózinha que era a cozinheira exímia da família e a empregada interna que tomava conta da "preciosidade".
* Assim, enquanto criança (até à data de frequentar a escola) fui convivendo apenas com esta família e ia brincar com a empregada doméstica para o Jardim de São Lázaro que distava uns duzentos metros da residência.
* O Jardim de São Lázaro é o mais antigo jardim municipal da cidade do Porto. Foi inaugurado em 1834; o jardim fresco e frondoso é de conceção romântica, podendo destacar-se as imponentes tílias, o coreto e os grupos escultóricos a que não será alheia  a proximidade da Escola Superior de Belas-Artes do Porto (ESBAP). Integrada no gradeamento que o delimita a norte, encontra-se uma fonte retirada do antigo convento de São Domingos.
* Este jardim pertence à freguesia de Santo Ildefonso e fica entre a Avenida Rodrigues de Freitas (onde nasci), a Rua Dom João IV, o Passeio de São Lázaro e a Rua do Morgado de Mateus.
* Concretizando para os conhecedores da zona, a nascente está a Biblioteca Pública Municipal e a sul, a magnífica fachada barroca do antigo convento de São Lázaro, atribuído a Nicolau Nasoni.
* Vim a este mundo desgraçado no número 190 da artéria já citada e frequentei uma escola primária particular (Escola Leal), que ficava no número 219 da mesma Avenida, isto é, em frente à residência e nem assim, conseguia ir sozinho...
* O edifício , felizmente, ainda existe, tendo sido transformada em casa de habitação, andando presentemente em obras de remodelação, o que me apraz registar. 


Edifício hoje em obras de remodelação, onde fiz toda a minha instrução
primária, pois foi aqui que funcionou a "Escola Leal", de ensino
particular, que posteriormente foi transformada em habitação.
Situa-se ma Avenida Rodrigues de Freitas,nº.219.

Frontaria principal da Escola Superior de Belas-Artes do Porto
(ESBAP) e que se situa na mesma artéria.

Coreto existente no Jardim de São Lázaro, freguesia de Santo
Ildefonso, Foi objeto de obras de beneficiação há muito
pouco tempo, como se nota.

Estátua de homenagem ao grande mestre (pintor e professor)
João MARQUES da Silva OLIVEIRA  (1853/1927), que nasceu e morreu
na cidade do Porto, tendo chegado a ser diretor da ESBAP.

Estátua de homenagem ao grande paisagístico (pintor e professor)
António Carvalho da Silva (SILVA PORTO), que nasceu em 1850 e morreu em 1893
na cidade do Porto. É tido por um dos fundadores do naturalismo
em Portugal.

Lago existente no centro do Jardim de São Lázaro e que possui várias espécies de
peixes. Encontra-se rodeado de inúmeras flores coloridas!

Fonte que proveio do antigo convento de São Domingos.
Toda trabalhada em pedra e ainda jorrando alguma água.

Elemento escultórico efetuado pelos alunos da ESBAP.

Outro elemento escultórico, simbolizando a beleza!

Ao invés dos dois anteriores que são em granito, este elemento
escultórico é feito em bronze e simboliza a amizade!

Frontaria principal virada para a Avenida Rodrigues de Freitas
do Colégio de Nossa Senhora da Esperança e respetiva capela
que está a ser objeto de obras de restauro.

Canteiros belamente floridos e muito bem tratados.
Parabens a quem zela por este património público.

Frontaria principal virada para a Rua Dom João IV do edifício onde
funciona desde 1842 a atualmente denominada Biblioteca Pública
Municipal do Porto, cujo tema irei explanar num outro texto.

O edifício antes de servir para a Biblioteca, foi o Convento
de Santo António da Cidade, assunto a que me irei referir
brevemente!

Outra perspetiva do edifício onde se encontra instalada a Escola
Superior de Belas-Artes do Porto   (ESBAP).

Finalmente a fachada principal do edifício onde funciona a Junta de
Freguesia do Bonfim (freguesia do meu nascimento) e que se
situa no Campo 24 de Agosto.

PROIBIDO PROIBIR...

* Deixar entrar pela janela um raiozinho de sol que teima em furar as nuvens;

* Ouvir um chilreio de uma ave que apenas pretende a liberdade;

* Um afago, uma meiguice, uma "turrinha";

* Uma saudação forte de BOM-DIA, nem que no exterior esteja a pior intempérie de que haja memória;

* Ouvir o palrar de uma criança para quem tudo é alegria e felicidade;

* Todo e qualquer esforço para que a paz mundial seja uma constante permanente;

* Um perdão a quem errou e que nada mais pretende que uma segunda oportunidade;

* Ajudar todos os que necessitam de ajuda, seja de que espécie fôr, nem que seja um simples abraço;

* Que todos contribuamos para uma sociedade justa, equitativa, não ganaciosa e muito menos corruta;

* Que aqueles que podem usufruuir de melhores condições, abdiquem de um pouco desses luxos com vista a auxiliar os pobres de espírito, os carenciados de todas as coisas boas que o mundo tem.


Escrito em Gondomar, por "texasselvagem"

DESAFABOS AO QUADRADO, AO CUBO...SOMENTE DESAFABOS

* No interior da sociedade em que me encontro inserido, há pessoas com capacidades que, algumas das vezes, não são entendidas! Pois bem, não sei se feliz ou infelizmente (uns dirão de uma forma, logo outros dirão o contrário), considero-me um ser humano normalíssimo...tão normal que tenho ideias próprias e ajo à minha maneira perante situações que outros poderiam não aceitar.
* O que talvez não esteja tão dentro dos parâmetros sociais será a exclusão pura e simples com base em preconceitos que em pleno século XXI não deveriam ser sequer pensados. Tenho tido oportunidade de me definir como um ser "não-perfeito"... mas coloco-me a mim mesmo o que será a perfeição? Quem gozará de semelhante privilégio? O "Criador" não foi perfeito em todo o seu conceito (lá estamos nós perante a dualidade...)
Integro uma sociedade para quem trabalho, para quem vivo e de quem colho alguns proveitos, mas por que raio não posso exprimir livremente os meus sentimentos; gritar bem alto o que está errado...não seremos todos responsáveis por esses erros? Porquê não aceitar  de ânimo leve esta expressão verdadeira?
Deixemos a retórica e a minha opinião, reflita-se sobre um caso não muito longínquo e bem perto de nós...Alguém quis vingar-se e despejou a sua irra para cima de inocentes débeis. Um hospital servirá para curar (digo até para sanar)  maleitas, doenças, ferimentos...Nunca, mas NUNCA para agravar o estado de saúde físico (até mental) de quem a ele recorre.
* Em nome do bem-estar do nosso país, da nossa sociedade, deixem-se de subterfúgios e assumam. A cegueira não aconteceu por acaso (como pretendem fazer crer! Azares da vida...!) Os enfermeiros não tiveram culpa, muito menos os médicos que até são superiores a eles; a culpa também não cabe ao diretor da farmácia. Bem, cheguei agora a uma conclusão... O único culpado fui eu, porque nunca estive no Hospital de Samta Maria e por isso não sei como lá se trabalha!
* Meus senhores (a quem me quiser ler) qual o prazer em se integrar uma sociedade assim? A minha falecida tia "Micas" dizia que a culpa de tão ruim que era, acabou por morrer solteira.
* Tudo isto me vai abalando...dizem, mas "oh António" porque te chateias com essas ninhices? Calma, MEUS AMIGOS, quando toca a saude não...mas um rotundo NÃO. Assumamos todos as virtudes e os defeitos e por consequência, assumam-se os erros, com vista à busca da perfeição!
* Para terminar e pedindo desculpa a todos os que me lerem da minjha insatisfação, aí vai a última.
* Nas previsões efetuadas por uma das nossas forças se segurança chegaram a um número de mortos nas estradas portuguesas inferior ao do mesmo período do ano transato (mas que lindo...estamos no bom caminho). Só um exemplo em Agosto de 2008 aconteceram oitenta e nove (89) mortes e a previsão feita em  Agosto de 2010 apontava para 79 (setenta e nove), o que veio a verificar-se não ser verdade. Continua-se no bom caminho... mas a quem é que eles querem enganar? Basta que no dia trintta e um de Agosto não contabilizem uns quantos, que a bem da estatística, irão morrer (já tinham morrido) posteriormente nos hospitais.
* Que lindas ilusões...sonhar é bom...mas enganar já não será assim tão pomposo!
* Mas que raio de feitio, António, será que não aceitas nada de positivo? Sim, aceito e de muito bom grado, todo o progresso e acabar-se de vez com a fome e com a guerra (mas onde já ouvi isto?)  
* Promova-se uma sociedade justa em igualdade de direitos e de obrigações...mas justa em todo o sentido lato da palavra...
* "Paroles...", perdão parolos já fizeram de nós tempo em demasia...

Escrito em Gondomar, por "texasselvagem"

quarta-feira, 2 de março de 2011

A BEM DA NAÇÃO...TRISTE, NEGRA

* Novo Ano, não é forçosamente um Ano Novo! A esperança foi a última a morrer, mas...coitada não aguentou mais os ataques mesquinhos que a ela fizeram e foi-se.
* O poeta escreveu "...alma minha, gentil que partistes deste mundo descontente...". Sem querer plagiar ninguém, exclamo com a minha voz já frouxa - de tanto gritar - tirem-me deste sofrimento atroz, desta dor que dói sem doer, deste martírio para cuja cura ainda não foi criada qualquer mézinha.
* Não pedi para nascer...mas peço para morrer deste meu país; já que sou "um covarde" e como tal incapaz de me imolar...
* Medidas urgentes precisam-se para se evitarem males maiores. É verdade que por morrer uma andorinha, não acaba a Prinavera; mas por cada cidadão que morra o ESTADO deixa de poder contar com os respetivos euros!
* Quantas das mortes (por suicídio - qualquer que seja) ficam contabilizadas, com as causas determinantes?
* Coitado, olha aquele atirou-se da ponte...olha o outro atirou-se para a frente do comboio...aqueloutro deu um tiro...isto é o que está a acontecer no nosso país. Será que ainda falta muito para descobrirem?
* Não! Este vosso amigo ainda não está maluco...está esgotado  de viver , lutando qual Dom Quixote contra "moinhos de vento"...
* Ficam estes rabiscos para a posterioridade de alguém que sempre pugnou por uma sociedade igual para todos...sem fossos entre ricos e pobres! Razão tinha (e tem) o cidadão José Teixeira da Silva, nascido na freguesia de Recezinhos (São Mamede) do concelho de Penafiel, que ficou conhecido pelo "Zé do Telhado". Roubar é crime...mas maior crime é tirar aos outros aquilo que eles já não têm...um catre para dormir, um naco de brôa para comer. Os ricos são os senhores do feudo, disponhem dos "escravos" a seu bel-prazer. Está usado, deita fora...não serve, acabe-se com ele...
* Meus amigos (já que não conheço inimigos...) isto não é uma DESPEDIDA...mas poderá ser um SÉRIO AVISO.


Escrito em Gondomar, por "texasselvagem" e
segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico.  

O ROMANTISMO DO PASSEIO ALEGRE E DA FOZ DO DOURO DE RAUL BRANDÃO



* O Jardim do Passeio Alegre é um dos pontos de visita obrigatória da freguesia da Foz do Douro. É, de fato, um jardim romântico oitocentista à beira-rio. Possui variadas espécies vegetais, com árvores de copas e plantas ornamentais. Tem ainda candeeiros-obeliscos de ferro fundido, da autoria de Nicolau Nasoni e também um coreto metálico. Perto fica o Hotel Boa-Vista, o Castelo de São João da Foz e os antigos edifícios dos Pilotos da Barra. As suas primeiras árvores foram plantadas em 1870.   

* O Hotel Boa-Vista guarda para si o privilégio de ser o único Hotel na Foz do Douro, zona nobre da cidade, onde o Rio Douro encontra o Oceano Atlântico. Aqui fica-se longe do ruidomas suficientemente perto de tudo. O acesso ao Centro Histórico faz-se com rapidez ao longo da Marginal, contemplando a beleza natural do rio e a imponência das suas pontes. De volta à Foz, pode-se desfrutar do passio marítimo entre o rio e o mar, atravessar o Jardim Româmtico do Passeio Alegre e admirar a construção quinhentista do Forte de São João, mesmo defronte do hotel, já depois dos molhes e dos faróis da barra do Douro.

* O Forte de São João Batista da Foz, também conhecido como CASTELO DA FOZ DO DOURO, localiza-se na freguesia do mesmo nome (Foz do Douro) do concelho e distrito do Porto. Ergue-se em posição dominante na barra do Rio Douro, guarnecendo o acesso fluvial à cidade. Hoje lá funciona a "delegação" do Porto do Instituto de Defesa Nacional, ficando paredes meias com o "Lawn Club de Tennis da Foz". A construção foi iniciada no reinado de Dom Sebastião (1557-1578), concretamente em 1570 e sob a supervisão  de João Gomes da Silva, diplomata e homem de confiança da Corte, constituia-se numa simples estrutura abaluartada, envolvendo o hospício (mosteiro) e a igreja dos beneditinos de Santo Tirso (igreja velha) antigas estruturas medievais. O bispo de Viseu, Dom Miguel da Silva edificou neste local uma igreja e paço abacial anexo, para os quais recorreu aos projetos do arquiteto Francesco de Cremona que havia sido recrutado em Itália; conjuntamente com o Farol de São Miguel-o-Anjo (concluido em 1527), que dista do local poucas centenas de metros, resultaram da sua ação mecenática e constituiram a primeira manifestação de arquitetura renascentista do Norte de Portugal (a capela-mor e nave da igreja, com o envolvimento da estrutura abaluartada e o desmonte da cobertura, funcionaram como praça de armas do forte). Encontra-se aberto ao público. Com a Guerra da Restauração da independência impôs-se a remodelação da fortificação. Recendo uma invasão espanhola pela fronteira norte do reino, o rei Dom João IV (1640-1656), em 1642 despachou para a cidade do Porto o novo Engenheiro-mor do Reino, o francês Charles Lassart. Este teve opportunidade constatar in loco, a ineficáciada estrutura seiscentista diante dos meios ofensivos setecentistas, e elaborou-lhe um novo projeto que a ampliava e reforçava. As obras ficaram a cargo do jesuita João Turriano. Entretanto, problemas suscitados pela fonte dos recursos junto à Câmara Municipal do Porto e problemas pessoais do Tenente-governador da fortificação Pinto de Matos (1643-1645) atrasaram sensivelmente o início das obras. Com a nomeação de MARTIM GONÇALVES DA CAMARA, como substituto de Pinto de Matos (Maio de 1646), as obras foram finalmente iniciadas, com a demolição da Igreja Velha no mesmo ano. Tornadas prioritárias diante da invasão do Minho por tropas espanholas, encontravam-se concluidas em 1653. No século XX foi residência da poetisa FLORBELA da Alma da Conceição ESPANCA, esposa de um dos oficiais da guarnição. Recentemente, na primeira metade da década de 1990, o monumento sofreu intervenção arqueológica sob a responsabilidade do GABINETE DE ARQUEOLOGIA URBANA DA DIVISÃO DE MUSEUS E PATRIMÓNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO DA CÃMARA MUNICIPAL DO PORTO.
* Foi nesta freguesia da Foz do Douro que nasceu em 12 de Março de 1867, RAUL Germano BRANDÃO, que foi um militar, jornalista e escritor português que ficou célebre pelo realismo das suas descrições e pelo liricismo da linguagem que utilizava nas suas obras.



* Compilado em Gondomar, por texasselvagem
* Fontes: wikipédia livre e textos da internet.


Umas "alminhas" que se situam na Rampa da Igreja, na esquina
com a Rua do Passeio Alegre.

O carro elétrico número 131 estacionado no fim da Linha 1, no
Passeio Alegre. Salvo qualquer erro da minha parte, este
veículo é o mais antigo a circular diariamente. É pertença
da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, tem
dois boggies e é do tipo plataforma salão.

Placa colocada num dos dois obeliscos na entrada norte do
Jardim do Passeio Alegre.

Vista dos dois obeliscos. A placa encontra-se aposta no da
direita. São atribuidos a Nicolau Nasoni.

Lago existente no meio do Jardim, com uma figura de anjo
esculpida em bronze.

Coreto existente bem no centro do Jardim e que ainda hoje
tem utilização, principalmente nas Festas do São Bartolomeu.

Edifício que é património municipal e onde funcionam
os lavabos; nesta frontaria "dos homens"; na oposta
"das cavalheiras"! A sua arquitetura faz inveja a
muitas construções dispersas pela cidade.

Outro lago, com fonte de repuxo, existente já na parte da saida
do Jardim. As grutas são escavadas na própria pedra.

Patos...Patinhos e Patas no lago anterior.

Outra fonte em forma de obelisco na saida (ou entrada sul) do Jardim.
Todas estão em pleno funcionamento.

Uma das entradas do Forte de São João Batista da Foz ou mais
popularmente Castelo da Foz. Encontra-se aberto ao público.

O edifício atualmente pertence ao Ministério da Defesa Nacional
e encontra-se ocupado pela delegação do Norte do Instituto
de Defesa Nacional. 

Placa colocada à entrada do Forte e que resume a história
contada no texto.

Frontaria do "Hotel  Boa-Vista" que fica defronte ao Forte.

Lateral direita das paredes do Forte.

Agora lateral esquerda, virada para o Oceano.

Edifício municipal onde funciona uma creche, defronte do
"Lawm Club of Tennis of Oporto"

Frontaria do edifício, hoje totalmente abandonado, onde funcionou
a seção de "socorros a náufragos" dos Bombeiros
Voluntários Portuenses.

O mesmo edifício visto agora na sua totalidade e que se encontra
em completo estado de ruina interior.

Mais uma perspetiva do Forte de São João Batista, sendo que em
primeiro plano se vêm os muros do campo de ténis.

Vista lateral do edifício do Hotel Boa-Vista. Para quem conhecer o local
constata que o autor atravessou o jardim de ponta a ponta e rodeou
todo o Forte.

Chalet Suisso que funciona como quiosque e café.

Com a devida vénia aos seus proprietários. Atente-se na arquitetura
deste imóvel que é um dos ex-libris da Foz.
Aqui funciona o Infantário "O Ramalhete".

terça-feira, 1 de março de 2011

LICEU ALEXANDRE HERCULANO







* Considerando que já passei pela mudança de um século, por uma revolução e que cheguei onde nunca pensei em chegar e que desisti de enfrentar mais "toiros camuflados"; vou compartilhar convosco um pouco da minha adolescência, para que, pelo menos, os amigos, a família, os colegas possam ficar a saber de como ela foi e que nada teve de diferente da generalidade.
* Peço que não considerem isto como uma despedida, mas antes como um adeus até ao meu regresso... 
* Passada toda esta retórica, vamos à minha vida estudantil. Fiz o ensino preparatório, geral e complementar (eram estas as verdadeiras designações à época) e frequência do 12º. ano no LICEV (é assim que está escrito na sua fachada) ALEXANDRE HERCULANO, que se pode considerar um ex-libris da cidade do Porto, como edifício arquitetural.
* Assim, nos inícios do século XX, o aumento da população escolar exige que se aumentem as zonas escolares (ao invés do que acontece atualmente) para o secundário e também o número de liceus em funcionamento. Eram as exigências do tempo a requerer a modernização imediata das estruturas e do sistema de ensino.
* A cidade do Porto foi dividida em duas zonas escolares - Oriental e Ocidental. Cada zona tinha vários liceus, cordenados por um liceu central.
* Em 26 de Setembro de 1908, o Liceu Central da Zona Oriental passou-se a designar LICEU CENTRAL ALEXANDRE HERCULANO, tendo sido batizado com o nome de um dos mais ilustres portuenses no campo das letras na sua época. Mas o edifício não fazia merecimento ao seu patrono: segundo os comentários e opiniões da época, era um verdadeiro pardieiro bafiento e velho na Rua do Sol (freguesia da Sé).
* Nesta altura já se tornava necessário dar novas instalações ao liceu, que passou, temporariamente, para um edifício alugado na Rua de Santo Ildefonso. Após muitas críticas (na altura as críticas tinham algum poder) no Parlamento relacionadas com o tipo de edifício que acolhia este liceu em particular, o Estado (abençoado naquela altura, onde os cofres do Banco de Portugal estavam cheios de ouro) decidiu construir um edifício de raiz para o acolher, um prédio novo, à altura da importância do estabelecimento e da cidade. Foi escolhido para o efeito um dos talhões em que a Avenida de Camilo dividiu a antiga Quinta de Sacais,recentemente urbanizada (freguesia do Bonfim). Em 31 de Janeiro de 1916, o Presidente da República,  Sua Excelência, Bernardino Machado, presidiu ao lançamento da primeira pedra, que teria  traço do conceituado Arquiteto Marques da Silva.
* O novo liceu abriu as portas no ano letivo de 1921/22. Compreendia 28 (vinte e oito) salas, laboratórios, salas para Física e Química, Ciências, Geografia, Desenho e Música; uma biblioteca, um anfiteatro, cinco pátios de recreio, um pátio de desporto, três ginásios, piscina, refeitório, entre outras valências. Claro que, atualmente, já muitas delas desapareceram ou foram reformadas.
* Hoje, é um dos estabelecimentos de ensino secundário mais conceituados da Cidade Invita e um dos mais bonitos sob o ponto de vista arquitetónico, tendo formado ou ajudado a formar milhares de alunos ao longo da sua história de  mais de cinquenta anos.
* Eu prezo-me de ter sido moldado nesse edifício, que à data eram geridos por reitores.
* Um preito de homenagem ao reitor do meu tempo, ilustre Doutor Martinho Vaz Pires.


Texto: adaptação da Internet livre,
Parênteses: minha autoria.

Escrito em Gondomar,por texasselvagem.